Apresentação
O SenGono é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, os Sítios Sentinelas (gestões estaduais e municipais, centros de coleta e laboratório de apoio local) e o Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia da Universidade Federal de Santa Catarina (LBMMS/UFSC). A vigilância envolve coleta e processamento de amostras, identificação do agente etiológico, captação de dados epidemiológicos e definição do perfil de sensibilidade, dentre outras análises essenciais para o desenvolvimento da estratégia.
Na primeira edição do projeto (2015-2016), evidenciou-se elevada resistência ao ciprofloxacino, o que levou à atualização da recomendação nacional para o tratamento preferencial da infecção gonocócica anogenital não complicada, com substituição do ciprofloxacino pela ceftriaxona, em terapia dupla com a azitromicina. Ainda no âmbito da primeira edição e em parceria com o laboratório de referência da OMS, realizou-se a vigilância genômica do gonococo mediante o sequenciamento total do genoma dos isolados.
A segunda edição do SenGono ocorreu entre 2018 e 2020, em que se evidenciou o aumento da resistência do gonococo à azitromicina e a permanência de elevada sensibilidade da bactéria às cefalosporinas de terceira geração (ceftriaxona e cefixima).
Atualmente, encontram-se em andamento a terceira edição (2023-2024), que contará com a participação de unidades-sentinela habilitadas e que terá previsão de publicação de novos resultados em 2024. A habilitação das unidades-sentinela está sendo realizada no âmbito da Vigilância Sentinela da Síndrome do Corrimento Uretral Masculino (VSCUM), instituída pela Portaria n.º 1.553, de 17 de junho de 2020. Dentre as atribuições dessas unidades, destaca-se a notificação de todos os casos de corrimento uretral atendidos na unidade e a participação no monitoramento da sensibilidade aos antimicrobianos.
Para informações detalhadas da primeira e segunda edições do SenGono, acesse https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/2023/relatorio-de-monitoramento-da-sensibilidade-do-gonococo-aos-antimicrobianos-no-brasil-vigilancia-sentinela-projeto-sengono.pdf